Segundo volume da coleção "Fonte Viva" - Interpretação dos Textos Evangélicos.
Ditada pelo espírito Emmanuel.
Psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Publicado em 1950 pela Editora FEB - Federação Espírita Brasileira.
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Leitura do livro
Pão Nosso
Capítulo 104
Direito Sagrado
“Porque a vós
foi concedido, em relação ao Cristo, não somente crer nele, como também padecer
por ele.”
Paulo
(Filipenses, 1:29)
Cooperar pessoalmente com os administradores humanos, em sentido
direto, sempre constitui objeto da ambição dos servidores dessa ou daquela organização
terrestre.
Ato invariável de confiança, a partilha da responsabilidade,
entre o superior que sabe determinar e fazer justiça e o subordinado que sabe
servir, institui a base de harmonia para a ação diária, realização essa que
todas as instituições procuram atingir. Muitos discípulos do Cristianismo
parecem ignorar que, em relação a Jesus, a reciprocidade é a mesma, elevada ao
grau máximo, no terreno da fidelidade e da compreensão.
Mais entendimento do programa divino significa maior expressão
de testemunho individual nos serviços do Mestre.
Competência dilatada – deveres crescidos.
Mais luz – mais visão.
Muitos homens, naturalmente aproveitáveis em certas
características intelectuais, mas ainda enfermos da mente, desejariam aceitar o
Salvador e crer n’Ele, mas não conseguem, de pronto, semelhante edificação
íntima. Em vista da ignorância que não removem e dos caprichos que acariciam, falta-lhes
a integração no direito de sentir as verdades de Jesus, o que somente
conseguirão quando se reajustem, o que se faz indispensável.
Todavia, o discípulo admitido aos benefícios da crença, foi
considerado digno de conviver espiritualmente com o Mestre.
Entre ele e o Senhor já existe a partilha da confiança e da
responsabilidade.
Contudo, enquanto perseveram as alegrias de Belém e as glórias de Cafarnaum, o trabalho da fé se desdobra maravilhoso, mas, em sobrevindo a divisão das angústias da cruz, muitos aprendizes fogem receando o sofrimento e revelando-se indignos da escolha. Os que assim procedem, categorizam-se à conta de loucos, porquanto, subtrair-se à colaboração com o Cristo, é menosprezar um direito sagrado.

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