Pão Nosso
Segundo Volume da coleção “Fonte Viva” - Interpretação dos Textos Evangélicos
Ditada pelo Espírito Emmanuel
Psicografada por Francisco Cândido Xavier
Publicado em 1950 pela Editora FEB - Federação Espírita Brasileira
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Leitura do livro Pão Nosso
Capítulo 54
Razão dos Apelos
“Pelo que, sendo chamado,
vim sem contradizer. Pergunto pois: por
que razão mandastes chamar-me?” Pedro. (Atos, 10:29)
A
pergunta de Pedro ao centurião Cornélio é traço de grande significação nos atos
apostólicos.
O
funcionário romano era conhecido por suas tradições de homem caridoso e reto,
invocava a presença do discípulo de Jesus atendendo a elevadas razões de ordem
moral, após generoso alvitre de um emissário do Céu e, contudo, atingindo-lhe o
círculo doméstico, o ex-pescador de Cafarnaum interroga, sensato:
–
“Por que razão mandastes chamar-me?”
Simão
precisava conhecer as finalidades de semelhante exigência, tanto quanto o
servidor vigilante necessita saber onde pisa e com que fim é convocado aos campos
alheios.
Esse
quadro expressivo sugere muitas considerações aos novos aprendizes do
Evangelho.
Muita
gente, por ouvir referências a esse ou àquele Espírito elevado costuma invocar
lhe a presença nas reuniões doutrinárias.
A
resolução, porém, é intempestiva e desarrazoada.
Por
que reclamar a companhia que não merecemos?
Não
se pode afirmar que o impulso se filie à leviandade, entretanto, precisamos
encarecer a importância das finalidades em jogo.
Imaginai-vos
chamando Simão Pedro a determinado círculo de oração e figuremos a aquiescência
do venerável apóstolo ao apelo. Naturalmente, sereis obrigados a expor ao
grande emissário celestial os motivos da requisição. E, pautando no bom senso
as nossas atitudes mentais, indaguemos de nós mesmos se possuímos bastante
elevação para ver, ouvir e compreender lhe o espírito glorioso. Quem de nós
responderá afirmativamente? Teremos, assim, suficiente audácia de invocar o
sublime Cefas, tão somente para ouvilo falar?

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