Pão Nosso
Segundo Volume da coleção “Fonte Viva” - Interpretação dos Textos Evangélicos
Ditada pelo Espírito Emmanuel
Psicografada por Francisco Cândido Xavier
Publicado em 1950 pela Editora FEB - Federação Espírita Brasileira
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Leitura do livro Pão Nosso
Capítulo 12.
Pensaste nisso?
“Sabendo que brevemente hei de
deixar este meu tabernáculo, segundo o que também nosso Senhor Jesus Cristo já
mo tem revelado.” (II Pedro, 1:14)
Se muitas vezes grandes
vozes do Cristianismo se referiram a supostos crimes da carne, é necessário
mencionar as fraquezas do “eu”, as inferioridades do próprio espírito, sem
concentrar falsas acusações ao corpo,
como se este representasse o papel de verdugo implacável, separado da alma, que
lhe seria, então, prisioneira e vítima.
Reparamos que Pedro
denominava o organismo, como sendo o seu tabernáculo.
O corpo humano é um conjunto
de células aglutinadas ou de fluidos terrestres que se reúnem, sob as leis
planetárias, oferecendo ao Espírito a santa oportunidade de aprender,
valorizar, reformar e engrandecer a vida.
Frequentemente o homem, qual
operário ocioso ou perverso, imputa ao instrumento útil as más qualidades de
que se acha acometido. O corpo é concessão da Misericórdia Divina para que a
alma se prepare ante o glorioso porvir.
Longe da indébita acusação à
carne, reflitamos nos milênios despendidos na formação desse tabernáculo
sagrado no campo evolutivo.
Já pensaste que és um
Espírito imortal, dispondo, na Terra, por algum tempo, de valiosas potências
concedidas por Deus às tuas exigências de trabalho?
Tais potências formam-te o
corpo.
Que fazes de teus pés, de
tuas mãos, de teus olhos, de teu cérebro? Sabes que esses poderes te foram
confiados para honrar o Senhor iluminando a ti mesmo?
Medita nestas interrogações
e santifica teu corpo, nele encontrando o templo divino.

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