quarta-feira, 31 de maio de 2023
Resposta da Vida - Apelo de Amigo - Capítulo 13
Leitura do
Livro Respostas da Vida
Capítulo 13
Apelo de Amigo
Não se
deprecie.
Não diga que
você não merece a bênção de Deus.
Atendamos à
realidade.
Se a Divina
Providência não confiasse em você, não teria você em mãos tarefas importantes
quanto estas:
- uma criatura
querida a proteger;
- alguém a
instruir;
- uma casa a
sustentar;
- o doente
para assistir;
- uma
profissão a exercer;
- esse ou
aquele encargo mesmo dos mais simples;
- algum
ensinamento a compor;
- essa ou
aquela atividade de auxílio aos semelhantes;
- algum trato
de terra a cultivar;
- determinada
máquina para conduzir.
Se a sabedoria
da Vida nada esperasse de você não lhe teria doado tantos recursos, quais
sejam:
- a
inteligência lúcida que auxilia a discernir o certo do errado;
- a noção do
Bem e do Mal;
- as janelas
dos cinco sentidos;
- a capacidade
mental cuja as manifestações você pode aprimorar ao infinito, empregando o
esforço próprio;
- a visão do
corpo e da alma com que você realiza prodígios
de observação
e de análise;
- a palavra,
que você é capaz de educar, e com a qual você encontra as maiores
possibilidades de renovar o próprio destino;
- a audição
com que recolhe mensagens de todos os setores da existência tão só pelo
registro de sons diferentes;
- as mãos que
lhe complementam os braços, expressando-se por antenas hábeis de serviço;
- as
faculdades genéticas que, iluminadas pelo amor e dirigida pelo senso de
responsabilidade, lhe conferem poderes incomparáveis de criatividade nos
domínios do corpo e do espírito;
- os pés que
transportam você, atendendo-lhe a vontade.
Se você detém
maiores áreas de ação ou usufrui vantagens mais amplas, no que se reporta aos
encargos e benefícios aqui relacionados, então você já obteve significativas
promoções no quadro da vida.
Quanto a
imperfeições ou deficiências que ainda nos marquem, convém assinalar que
estamos em evolução na Terra, sem sermos espíritos perfeitos.
Reflitamos
nisso e aceitemo-nos como somos, procurando melhorar-nos e, ao melhorar-nos,
estaremos construindo o caminho certo para a Espiritualidade Maior.
Momento Espírita - Desenvolvendo Enfermidades
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Desenvolvendo Enfermidades
Quando a médica chegou ao quarto do seu paciente de oito anos, que era portador de um câncer terminal, viu um outro menino, sentado à janela.
Como os pais falassem somente a respeito do doente, ela deduziu que aquele garotinho devia ser um vizinho, um coleguinha do enfermo, em visita.
Depois de algum tempo, descobriu que ele era o irmão menor. Tinha sete anos e parecia estar alheio a tudo.
Para alguém preparada para lidar com a morte, pois sua especialidade era tratar de doentes terminais, a Dra. Elisabeth diagnosticou que o maior enfermo era aquele.
Assim, ao concluir a consulta, perguntou a ele se a poderia levar até seu carro.
Eu? - Falou, reagindo à sua presença, pela primeira vez.
Sim, você! E dirigiu aos pais um olhar, como a lhes dizer: Deixem-me sozinha com ele!
Ela o convidou a entrar em seu carro e ele logo expressou:
Acho que você sabe que tenho asma.
E continuou tristemente:
Mas isso não adianta muito.
Como assim, não adianta muito?
Era grande o drama daquele menino de sete anos. Carregava o peso de não se sentir amado.
Os pais, contou, davam tudo ao irmão, porque tinha câncer e talvez não vivesse muito mais.
Compraram-lhe trens elétricos, levaram-no à Disneylândia. Nada era pouco para quem poderia morrer a qualquer momento.
Para mim, disse choroso, quando pedi a meu pai uma bola de futebol, ele disse não. E quando lhe perguntei por que não, ele ficou muito zangado e disse:"Você preferiria ter um câncer?"
Imaginemos a tragédia íntima desse menino de apenas sete anos. A mensagem que recebeu foi a de que não era suficientemente doente para ter um desejo atendido.
Na sua cabecinha, a ideia era: Se meu irmão consegue brinquedos melhores à medida que fica mais doente, talvez eu não esteja doente o bastante. Preciso ficar mais doente.
* * *
A história, que é verídica, nos leva a pensar em como, em nossa dor, por vezes, nos tornamos injustos.
Esquecemos que todos os filhos devem se sentir amados. Mesmo que um deles nos exija maiores cuidados, por questões próprias, não podemos e nem devemos esquecer os demais.
Uma criança, assim relegada, pode desenvolver o que se chama de doença psicossomática.
Quanto mais adoece, maior o presente que ele acha que vai receber.
Quando se tornar adulto, pode se tornar um grande manipulador. Sempre que quiser alguma coisa, terá um ataque cardíaco dramático. Ou um ataque de asma.
Ou, pode até vir a desejar que o irmão logo se vá, porque então as atenções retornarão para ele, o filho que sobrou.
Naturalmente, isso desenvolverá nele um sentimento de culpa, que o poderá martirizar pelo resto da vida.
Um garotinho assim precisa de alguém que o ajude a expressar a sua tristeza, para que sua tristeza não o adoeça ainda mais.
Precisa de quem saia com ele e lhe mostre que não há necessidade de ficar doente para ter atenção.
Todas as crianças precisam de amor e se o recebem, não terão que desenvolver doença alguma para competir com quem quer que seja. Até mesmo com um irmão enfermo.
* * *
As crianças entendem tudo literalmente. Na qualidade de pais ou educadores, necessitamos aprender a controlar o que dizemos e como nos expressamos.
Em nossas vidas, podemos realizar um grande trabalho de medicina e de psiquiatria preventiva, se fizermos as crianças entenderem que não precisam ficar doentes para serem amadas.
Desde cedo, devem receber a mensagem de que o amor é incondicional.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita, com base no
cap. O casulo e a borboleta, do livro
O túnel e a luz, de Elisabeth Kübler-Ross,
ed. Verus.
Em 31.5.2023.
Fonte: http://momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3171
Áudio Novela Muitos Anos Depois - Áudio 04
Programa Vida e Valores - O Casamento - 09
Programa Vida e Valores
Produção: Federação Espírita do Paraná
Apresentação: Raul Teixeira
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Meditações Diárias - Sempre Melhor - Capítulo 03
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Leitura do Livro
Meditações Diárias
Capítulo 03
Quando fores tentado a examinar as consciências alheias, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência nos livrará de muitas complicações.
Em todos os caminhos da vida, encontrarás obstáculos a superar.
Se assim não fosse, como provarias a ti mesmo a sinceridade dos
teus propósitos de renovação?
Aceita as dificuldades com paciência, procurando guardar contigo
as lições de que se façam portadoras.
Com todos temos algo de bom para aprender e em tudo temos alguma
cousa de útil para assimilar.
Nada acontece por acaso e, embora te pareça o contrário, até
mesmo o mal permanece a serviço do bem.
A resignação tem o poder de anular o impacto do sofrimento.
Se recebes críticas ou injúrias, não te aflijas pela resposta
verbal aos teus adversários. Muitas vezes, os que nos acusam desejam apenas distrair-nos
a atenção do trabalho a que nos dedicamos, fazendo-nos perder preciosos minutos
em contendas estéreis.
Centraliza-te no dever a cumprir, refletindo que toda semente
exige tempo para germinar.
Toda vitória se fundamenta na perseverança e sem espírito de
sacrifício ninguém concretiza os seus ideais.
Busca na oração coragem para superar os percalços exteriores da
marcha, e humildade para vencer os entraves do teu mundo interior.
Aceita os outros como são a fim de que te aceitem como és,
porquanto, de todos os patrimônios da vida, nenhum se compara à paz de quem
procura fazer sempre o melhor, embora consciente de que esse melhor ainda deixe
muito a desejar.
Pão Nosso - Correções - Capítulo 88
Segundo volume da coleção "Fonte Viva" - Interpretação dos Textos Evangélicos.
Ditada pelo espírito Emmanuel.
Psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Publicado em 1950 pela Editora FEB - Federação Espírita Brasileira.
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Leitura do livro
Pão Nosso
Capítulo 88
Correções
“Se suportais
a correção, Deus vos trata como a filhos;
pois que filho há a quem o pai não corrija?” Paulo (Hebreus, 12:7)
Bem-aventurado o espírito que compreende a correção do Senhor e
aceita-a sem relutar.
Raras, todavia, são as criaturas que conseguem entendê-la e suportá-la.
Por vezes, a repreensão generosa do Alto – símbolo de desvelado
amor –
atinge o campo do homem, traduzindo advertência sagrada e silenciosa,
mas, na maioria das ocasiões, a mente encarnada repele o aguilhão salvador,
mergulha dentro da noite da rebeldia, elimina possibilidades preciosas e
qualifica de infortúnio insuportável a
influência renovadora, destinada a clarear lhe o escuro e triste caminho.
Muita gente, em face do fenômeno regenerativo, apela para a fuga
espetacular da situação difícil e entrega-se, inerme, ao suicídio lento,
abandonando-se à indiferença integral pelo próprio destino.
Quem assim procede não pode ser tratado por filho, porquanto
isolou a si mesmo, afastou-se da Providência Divina e ergueu compactas paredes
de sombra entre o próprio coração e as Bênçãos Paternas.
Aqueles que compreendem as correções do Todo-Misericordioso reajustam-se
em círculo de vida nova e promissora.
Vencida a tempestade íntima, revalorizam as oportunidades de
aprender, servir e construir e, fundamentados nas amargas experiências de
ontem, aplicam as graças da vida superior, com vistas ao amanhã.
Não te esqueças de que o mal não pode oferecer retificações a
ninguém. Quando a correção do Senhor alcançar-te o caminho, aceita-a, humildemente,
convicto de que constitui verdadeira mensagem do Céu.
terça-feira, 30 de maio de 2023
Resposta da Vida - Reconhecer-se - Capítulo 12
Leitura do
Livro Respostas da Vida
Capítulo 12
Reconhecer-se
Não se
menospreze. Eduque-se.
Não se
marginalize. Trabalhe.
Não apenas
administre. Obedeça.
Não apenas
mande. Faça.
Não condene.
Abençoe.
Não reclame.
Desculpe.
Não
desprimore. Dignifique.
Não ignore.
Estude.
Não desajuste.
Harmonize.
Não rebaixe.
Eleve.
Não escravize.
Liberte.
Não ensombre.
Ilumine.
Não se
lastime. Avance.
Não complique.
Simplifique.
Não fuja.
Permaneça.
Não dispute.
Conquiste.
Não estacione.
Renove.
Não se exceda.
Domine-se.
Lembre-se:
todos nós em tudo, dependemos de Deus, mas os empresários de nosso êxito, em
qualquer ocasião, seremos sempre nós mesmos.
Momento Espírita - A Riqueza da Diversidade
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A Riqueza da Diversidade
É natural que a vida nos oportunize o encontro de pessoas muito diferentes de nós.
Somos reflexos de nossa história de vida, do meio cultural em que crescemos, da educação que recebemos.
Cada qual se apresenta como resultado de todo esse processo e, dessa maneira, interagimos com o mundo.
Além das experiências atuais, somos também o somatório das experiências de vidas anteriores.
É possível que tenhamos peregrinado por diferentes continentes, diferentes raças. Não raro, vivemos em corpos masculinos e femininos. Tudo isso nos fala da bagagem que trazemos enquanto Espíritos imortais.
É compreensível, assim, que nossos caminhos se cruzem com os de pessoas muito diferentes de nós, razão pela qual nem sempre elas irão concordar com nossa visão de mundo.
Com frequência, nos depararemos com pessoas distantes dos nossos comportamentos e valores morais.
Nada disso deve nos causar espanto e nem podemos imaginar que deveria ser de outra forma.
A riqueza da natureza humana está na sua complexidade e na sua diversidade.
As expressões musicais da Ásia diferem muito das músicas tradicionais da África.
A lógica e compreensão de mundo dos ocidentais são muito distintas das cultivadas pelos povos do Oriente.
As expressões religiosas, do poli ao monoteísmo, são muito variadas, permeando todos os continentes.
Por isso, cada qual se expressa no mundo com suas crenças, visões e valores próprios.
Cada um de nós, igualmente, se apresenta da maneira como pode, como consegue, dentro do processo evolutivo construído.
Assim, qualquer tentativa de minimizar ou desvalorizar aquilo que não faz parte do nosso universo e contexto, é desrespeitoso de nossa parte.
Não temos o direito de impor nossos valores e opiniões ao outro.
Quando solicitados, podemos expor nossa opinião, nossa visão e posicionamento.
Mas, sempre no espírito de troca, de aprendizado, de respeito.
Jamais devemos classificar culturas, opiniões, credos como se houvesse alguma melhor ou pior.
Seguindo por esse mesmo princípio, temos o dever de respeitar o outro.
A tolerância deve estar sempre presente em nossas relações.
Quando afogados em nossa prepotência e egocentrismo desejamos impor nossas verdades aos demais.
Desrespeitamos a visão alheia, como se a nossa fosse uma verdade universal, o que é uma ilusão.
A nossa religião é a melhor para nós. Com certeza, não o é para muitos outros.
As nossas opções políticas são as mais adequadas para nós. Contudo, não para todos.
A cor dos cabelos, o modo como nos vestimos são os melhores para nós.
Entretanto, a Humanidade não cabe em nosso olhar de mundo pessoal e restrito.
Dessa forma, quando nos depararmos com o diferente, não julguemos, não desrespeitemos.
Ao contrário, permitamo-nos celebrar a riqueza da diversidade.
Afinal, cada um se apresenta como pode, ou acha melhor, naquilo que já conquistou em sua trajetória.
Lembremos, acima de tudo, que todos somos filhos do mesmo Pai, criados e mantidos pelo mesmo Deus.
Redação do Momento Espírita
Em 30.5.2023.
Áudio Novela Muitos Anos Depois - Áudio 03
Programa Vida e Valores - Menores Abandonados - 08
Programa Vida e Valores
Produção: Federação Espírita do Paraná
Apresentação: Raul Teixeira
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Meditações Diárias - Seguindo em Frente - Capítulo 02
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Leitura do Livro
Meditações Diárias
Capítulo 02
Seguindo em Frente
Seja qual seja o seu problema, conserve fé em Deus e fé em você
mesmo, sem desistir de trabalhar.
Ninguém progride sem dificuldade a vencer.
A luta é condição para a vitória.
Não abandone os seus encargos no bem.
Não perca tempo, lembrando episódios tristes.
Desculpe qualquer ofensa.
Esqueça ressentimentos, venham de onde vierem.
Auxilie aos outros, como puder e tanto quanto puder, no clima da
consciência tranquila.
Não procure defeitos nos semelhantes.
Se você está num momento, considerado talvez, como sendo o pior
de sua vida, siga adiante, com o seu trabalho, na certeza de que se hoje o céu
aparece toldado de nuvens, a luz voltará no firmamento e o dia de amanhã será
melhor.
Pão Nosso - Pondera Sempre - Capítulo 87
Segundo volume da coleção "Fonte Viva" - Interpretação dos Textos Evangélicos.
Ditada pelo espírito Emmanuel.
Psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Publicado em 1950 pela Editora FEB - Federação Espírita Brasileira.
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Leitura do livro
Pão Nosso
Capítulo 87
Pondera Sempre
“E o que de
mim, diante de muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam
idôneos para também ensinarem a outros.” Paulo (I Timóteo, 2:2)
Os discípulos do Evangelho, no Espiritismo cristão, muitas vezes
evidenciam insofreável entusiasmo, ansiosos de estender a fé renovada,
contagiosa e ardente. No entanto, semelhante movimentação mental exige grande
cuidado, não só porque assombro e admiração não significam elevação interior,
como também porque é indispensável conhecer a qualidade do terreno espiritual a
que se vai transmitir o poder do conhecimento.
Claro que não nos reportamos aqui ao ato de semeadura geral da
verdade reveladora, nem à manifestação da bondade fraterna, que traduzem nossas
obrigações naturais na ação do bem.
Encarecemos, sim, a necessidade de cada irmão governar o
patrimônio de dádivas espirituais recebidas do plano superior, a fim de não
relegar valores celestes ao menosprezo da maldade e da ignorância.
Distribuamos a luz do amor com os nossos companheiros de
jornada; todavia, defendamos o nosso íntimo santuário contra as arremetidas das
trevas.
Lembremo-nos de que o próprio Mestre reservava lições diferentes
para as massas populares e para a pequena comunidade dos aprendizes; não se fez
acompanhar por todos os discípulos na transfiguração do Tabor; na última ceia,
aguarda a ausência de Judas para comentar as angústias que sobreviriam.
É necessário atentarmos para essas atitudes do Cristo,
compreendendo que nem tudo está destinado a todos. Os espíritos enobrecidos que
se comunicam na esfera carnal adotam sempre o critério seletivo, buscando
criaturas idôneas e fiéis, habilitadas a ensinar aos outros. Se eles, que já
podem identificar os problemas com a visão iluminada, agem com prudência, nesse
sentido, como não deverá vigiar o discípulo que apenas dispõe dos olhos
corporais?
Trabalhemos em benefício de todos, estendamos os laços
fraternais, compreendendo, porém, que cada criatura tem o seu degrau na
infinita escala da vida.
segunda-feira, 29 de maio de 2023
Momento Espírita - Cuidar do Broto
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Cuidar do Broto
Quando as notícias nos chegam, nos assustam.
De forma especial, quando envolvem educadores, crianças, escolas, mais nos chocam.
Afinal, todos temos filhos, netos, sobrinhos, irmãos, amigos que frequentam a escola.
Então, quando a vida de uma educadora é ceifada, quando crianças são agredidas por outra criança, no ambiente escolar, nos perguntamos: O que fazer? Como evitar? De quem é a culpa?
As discussões logo se levantam. Rodas de conversa televisivas, entrevistas se reprisam.
E os comentários surgem: Você viu? Ficou sabendo?
Mas, por fim, parece que tudo se resume nisso. A vida segue. Temos muito o que fazer.
Exatamente nesse ponto é que temos nos enganado. Sobre onde ou em que estamos investindo nosso tempo, nossos esforços, nossos recursos, sejam eles intelectuais ou materiais.
A letra de uma bela canção, em um de seus versos, nos diz: E há que se cuidar do broto, para que a vida nos dê flor e fruto.
Aí está a resposta: precisamos cuidar do broto.
Tudo se volta, portanto, para os cuidados com a infância, com a criança e sua educação.
Educação como arte de formar os caracteres, os homens, como tão bem propôs o ilustre pedagogo francês Rivail:
A educação é a arte de fazer eclodir, nas crianças, os germes da virtude e abafar os do vício; de desenvolver sua inteligência e de lhes dar instrução própria às suas necessidades.
Enfim, de formar o corpo e de lhes dar força e saúde. Numa palavra, a meta da educação consiste no desenvolvimento simultâneo das faculdades morais, físicas e intelectuais.
E de quem é tal responsabilidade?
Nossos olhos se voltam para os pais em um primeiro momento.
Curioso, inclusive, como nos apressamos, em nosso instinto acusatório, apontando, nos momentos dramáticos:
Faltou pai e mãe. Culpa dos pais que não educaram.
Com certeza, como pais nos compete a responsabilidade primeira da educação.
No entanto, nossa reflexão precisa ir um pouco além, enquanto sociedade.
Será que estamos instrumentalizando os pais para executarem sua missão da melhor forma possível?
Ninguém nasce sabendo ser pai, sabendo ser o melhor educador possível. Tudo se aprende.
Estamos nos preocupando em formar-nos, como pais, para essas missões tão importantes?
Imaginemos que somos uma grande aldeia.
Há um provérbio africano que diz: É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.
Estamos sendo essa aldeia? Estamos amparando os pais? Principalmente aqueles menos esclarecidos, ou com algum tipo de limitação?
A aldeia também cuida da escola e tem nessa instituição muito mais do que um templo de saber intelectual, mas um lugar onde se aprende a conviver e a ser.
Estamos cuidando de nossas escolas? Ou deixando em segundo plano? Ou ainda transformando-as em meros negócios?
Será esse o objetivo de uma escola? Virar uma empresa, onde se trocam mensalidades por conhecimento dentro de uma caixa?
Pensemos sobre isso. Cuidemos do broto. Cuidemos de quem cuida dos brotos, do nosso e dos brotos de toda a aldeia.
Se quisermos ter flores e frutos, não há outro caminho.
Redação do Momento Espírita, com citação de trecho do livro Plano
Proposto para a Educação Pública, de Hippolyte Léon Denizard Rivail,
Livraria Dentu, Paris, 1828 e verso da canção Coração de Estudante,
de Milton Nascimento.
Em 29.5.2023.
Áudio Novela Muitos Anos Depois - Áudio 02
Rádio Novela - Mudança de Rumo - Capítulo 15 (Final)
Programa Vida e Valores - Incentivo na Educação - 07
Programa Vida e Valores
Produção: Federação Espírita do Paraná
Apresentação: Raul Teixeira
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Meditações Diárias - Sem Desânimo - Capítulo 01
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Leitura do Livro
Meditações Diárias
Capítulo 01
Sem Desânimo
Se você deixou de trabalhar, entrando em desânimo, examine o
tráfego numa rua simples.
Ônibus, automóveis, caminhões, ambulâncias e viaturas diversas
passam em graus de velocidade diferente, cumprindo as tarefas que lhes foram
assinaladas.
Nenhum veículo segue sem objetivo e sem direção.
Observe, porém, o carro parado, fora da pista.
Além de constituir uma tentação para mal-feitores e um perigo no
trânsito, é também um peso morto na economia geral, porquanto foge do bem que
lhe cabe fazer.
Entretanto, se o dono resolve recuperá-lo, aparecem, de pronto,
motoristas abnegados, que se empenham a socorrê-lo.
Considera a lição e não gaste o seu tempo, acalentando enguiços
na própria alma, que farão de você um trambolho para os corações queridos que
lhe partilham a marcha.
Qual acontece ao veículo mais singelo, você pode perfeitamente
auxiliar nos caminhos da vida, arrancar um companheiro dessa ou daquela dificuldade,
carregar um doente, transportar uma carta confortadora, entregar um remédio ou
distribuir alimento.
Se você quiser, realmente, largar o cantinho da inércia, rogue
amparo aos Espíritos Benevolentes e Sábios que funcionam, caridosamente, na
condição de mecânicos da Providência Divina, e eles colocarão você, mas para
que isso aconteça, é preciso, antes de tudo, que você pense em servir,
dispondo-se a começar.
-
O Espírito Andre Luis relata experiências de espíritos que reencarnaram com instruções específicas para atingir o aprimoramento pessoal,...